REFÚGIO


13/04/2005


Fuga

Hoje tive um tempinho no meu horário de almoço e fui à Igreja. Quanto tempo, quanta falta, quantas lembranças! É ali que me sinto protegida, amada, abençoada. E daí que pessoas hipócritas também freqüentam a Igreja como se fossem santas? E quem é santo? E quem sou eu para recriminar os pecados de outro? Pobre de mim! Coberta deles! E quem não os tem que fique à vontade para lançar a pedra. Cuidado com o telhado! Pode ser que caia no seu!

 

Tenho estado pensativa e cuidadosa. Ando querendo não errar, não optar pelo que não deveria. Ando querendo não dar passos em falso, não me precipitar, não julgar. Não quero apontar, não quero ser razão de discórdia.

 

Não quero mais que seja eu o motivo da infelicidade dele. Não quero que ele me deixe triste também. Não quero brigar, não quero discordar, não quero ver lágrimas, nem mesmo as sentir. Não quero achar feio, não quero achar menos, não quero acusar.

 

Queria alguns segundos vagando.... vivendo nesse mundo de meus Deus.. despindo-me do que não quero mais comigo. E depois acordar, caminhar pra realidade... porque mundo é mundo, com tudo que tem direito. E é assim que tem graça!!

Escrito por FRAN às 17h05
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12/04/2005


Êba, Nostalgia!

É fato! Todos nós buscamos o aprimoramento a cada dia, a cada semana. Em qualquer coisa, nas menores coisas, nas mais importantes coisas! Semana que vem volto a malhar. Mês que vem começo meu Mestrado. Amanhã parto para desenvolver aquela tese que anda esquecida no fundo dos meus arquivos.

São pequenos e grandes desafios que tornam possível aquele sentimento de "Êpa, me dá mais um tempo Cara-lá-de-cima, porque eu ainda tenho muito o que fazer!" Amanhã tenho que entregar o relatório que meu chefe pediu, tenho que ligar pra minha amiga pra contar os babados do final de semana, que ainda não tive tempo e tenho que devolver o DVD na locadora. Tenho que reescrever uns documentos pendentes e comprar aquelas bugingangas que tanto quero.

A vida passa muito rápido. São compromissos, tarefas diárias e mil coisas que vão tecendo nosso dia-a-dia. E vez ou outra quem não pára pra se recordar das coisas que já se foram, que ficaram em alguma época, perdidas em nossas lembranças?!

Lembro-me quando eu chorava porque não sabia nada da prova de Ciências (e depois de Física, depois de Direito e Legislação,...). Lembro de quando eu me arrumava com minhas amigas ("Você vai com que roupa?" - até hoje??) para irmos à pracinha (coisas de interior). Sempre tinha aquele garotinho (que hoje você abomina) que fazia seu coração disparar só porque vinha falar com você. Tinha também aquele que vivia sujo (o gordinho... ou o magrelo pentelho) que insistia em dizer que gostava de você. Lembro depois das festinhas ingênuas sempre restritas à presença dos pais, onde o mais despudorado da história era a inocente (e sacal) dança da vassoura.

Enfim... lembranças... pequenas... que vão determinando o nosso futuro.... desencadeando as próximas cenas, os próximos capítulos.

E agora que o desconhecido me espera em breve, eu me afogo nesse delicioso nostalgismo e percebo o quanto minha vida tem sido recheada por simples e bons momentos. De amigos, de lágrimas, declarações, raiva, conquistas, jogos, decepções, seduções, gargalhadas, mágoas, arrependimentos, saudades, encantos. Vida! Sabem o que é isso? Experimentem viver!

Escrito por FRAN às 16h54
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