Mas tem também, amigos, o lado bom de ser certinha. Mas não mais aquela pessoa quadrada que levava papel na cabeça. Não mais aquela pessoa que tinha um jeito exageradamente reto de ver as coisas. Não aquela menina ingênua, não aquela menina desligada, não a adolescente iludida.
Mas se não me considero mais certinha, continuo achando (modéstia bem à parte) que minha mãe fez um bom trabalho. Mantem-se a índole, o bom caráter, a idéia de que é preciso ser honesto em qualquer circunstância. Mantenho-me mulher direita, mulher completa. Acrescento um pouco mais de perspicácia, um pouco mais de malícia, um pouco mais de segurança (mesmo com toda insegurança). Sou mais atenta. Sou mais ativa. Mas sou a Fran de sempre. Por mais paradoxal que isso possa parecer.
Agora, com a partida próxima e os desabafos de alguns amigos, tenho colhido os louros da postura adotada. Como me faz contente saber que fui aprovada. Mesmo aquele que sempre me achou careta, mesmo aquele que mal me dirigia a palavra, mesmo o que eu jamais imaginava. Recebi palavras que alimentam qualquer alma. Recebi felicitações pela minha postura. Recebi lamentações pela minha partida. Talvez eu tenha deixado um pouquinho de mim aqui no Rio. E na certeza de que levo muito de muito que vivi aqui em tão pouco tempo. Bjs.
PS: Obrigada a todos pelas mensagens de carinho. Minha avó saiu do hospital antes do Dia das Mães e, graças a Deus, passa bem. Amanhã é Missa de Sétimo Dia da mãe do Mirandinha!


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BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, COPACABANA, Mulher, de 20 a 25 anos