REFÚGIO


20/05/2005


EU CEDI

A sensação de culpa mesclada com a satisfação. A valorização acima de tudo. Querida. Desejada. Fui objeto de persistência. Fui almejada.

Não foi a primeira vez. Talvez não seja a última. Mas decidi aceitar. Rendi-me. Se errei ou não... hei de saber.

A mente quis vagar por outros cantos naquele momento. O celular ficou à espera de algum sinal do outro lado. Em vão. A entrega se fez. Não há como voltar.

Escrito por FRAN às 11h59
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19/05/2005


E ENFIM QUISERAM

E eu quis ele.. e ainda quero?! E ele? O que quer? Por que o desejo num ímpeto se transforma em indiferença? Ou será que ele deseja diferente? Ou será que ele observa sem que eu perceba? Seria receio? Insegurança? Será que há alguma explicação? Será que ando querendo entender demais?

Do outro lado uma pergunta inesperada... mas não veio dele. Por que outro? Por que agora? Assim eu me confundo. O que eu quero? O que você quer? O que ele quer? Não sei se devo. Não sei se quero. Arrisco uma tentativa. Proposta aceita... sem saber das conseqüências.

E você que me aparece do nada.. com que direito? Por que seu silêncio partiu-se em verdades que me ocultava? Por que falar? O que pretendes? Já não sei se posso retribuir. Já não sei o que vai em mim. Já não quero mais querer, se até agora não quis.

Não me confundam de novo. Por que tantos quando não se tem nenhum? Foram tantos dias... por que só agora? Por que eu? Por que você? Por que o desejo repentino? Eu também quis, eu sei.. mas entende que agora não é mais aquele dia? Entende que o momento já não é mais o mesmo?

Entende? Por que você entenderia?! .. se nem eu mesma entendo!

Escrito por FRAN às 16h34
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17/05/2005


SEM CULPA

Quero brigar e não me sentir culpada. Quero sair e não pensar que foi a pior escolha. Quero romper e crer que acertei. Quero errar, quero arriscar, quero não temer. Quero ousar, me lambuzar, experimentar o inédito. Quero me ausentar dos sentimentos de culpa. Quero não pensar nas conseqüências. Quero ser menos eu por alguns segundos, perder a estribeira, chorar sem pudores, gargalhar sem limites. Quero, ao menos por alguns instantes, pensar que a vida está condensada num único momento, e abstrair-me de qualquer julgamento. Quero fazer o que tenho vontade. Quero não pensar em tudo que aprendi. Quero esquecer estereótipos, conceitos e valores pré-concebidos. Quero simplesmente ir vivendo de uma maneira inconseqüente. Apenas por alguns instantes.

Escrito por FRAN às 11h39
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